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O papel dos TSDT’s – do SNS aos setores privado e social

O papel dos TSDT’s – do SNS aos setores privado e social

Uma série de crónicas sobre alguns desafios que os TSDT enfrentam atualmente.

Nesta segunda edição temos o tema: O papel dos TSDT’s – do SNS aos setores privado e social


As profissões dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) são um pilar basilar na saúde dos portugueses, desde o setor privado, passando pelo setor social até ao SNS. Em boa verdade, não existe diagnóstico nem terapêutica sem estes profissionais.

O SNS foi, sem dúvida, uma das maiores conquistas do 25 de abril, e serve de exemplo para refletirmos sobre a importância destas profissões no setor da saúde. A escassez de TSDT, no SNS, faz com que muitos exames sejam cada vez mais relegados para os setores privado e social. Setores esses onde existe toda uma pressão para que não exista uma carreira regulada, onde os profissionais são muitas vezes explorados e onde são gerados milhares de euros anuais de lucro para as entidades, com dinheiro dos contribuintes. Profissionais e utentes ficam assim prejudicados.

E porquê? A escassez de TSDT, e consequentemente a falta de meios de diagnóstico e terapêutica no SNS, faz com que este passe cheques em branco, encapsulados sobre a forma de protocolos com o SNS, onde o utente recorre ao setor privado e social para executar estes exames e/ou terapêuticas. Isto traduz-se em gastos excessivos dos contribuintes, nestes dois setores, cujos exames ficam mais caros do que a contratação massiva destes profissionais pelo SNS.

O SNS deve ter a coragem necessária de contratar mais TSDT e investir em meios complementares de diagnósticos e terapêutica.

Todos devemos querer os meios de diagnóstico e terapêutica, preferencialmente, públicos e conceder apenas aos privados e ainda ao setor social, apenas aqueles para os quais o serviço público não tenha capacidade real de executar.

O investimento nestes serviços, no SNS, sai bem mais barato aos contribuintes. A externalização para os restantes setores, que cobram milhares de euros ao Estado maximizando assim o seu lucro, faz a fatura crescer de uma forma desproporcional aos gastos reais. Situação ainda mais agravada quando verificamos que muitos bons profissionais de saúde são explorados por estas entidades.

Estas condições de trabalho são especialmente gritantes no setor privado (algo que os sindicatos devem investir cada vez mais no futuro através de acordos coletivos de trabalho), mas existe também muito ainda a melhorar no setor social.

Atualmente, já existem acordos coletivos para as IPSS e para muitas profissões dos TSDT.

Ainda assim, é necessário ir mais longe. É urgente travar esta luta, especialmente, no setor privado, cuja contratualização coletiva constituirá um enorme desafio.

Os TSDT, embora o grupo mais pequeno do SNS, está diretamente ligado aos doentes, e pelo qual passam todos os meios de diagnóstico e terapêutica. A qualificação dos trabalhadores integrados na carreira especial de TSDT é estruturada em níveis diferenciados de desempenho e tem por base a prévia aquisição de competências e conhecimentos científicos e técnicos, obtidos, quer em contexto académico, quer profissional.

Estes são um grupo completamente esmagado pelos interesses dos privados que, eventualmente, acaba por se refletir depois também dentro do SNS.

Não é por acaso que vemos estes profissionais com graves dificuldades de progressão e atualização da sua carreira no SNS. O lobby que o setor privado exerce sobre o SNS é gigantesco e não interessa, a estes, que os TSDT tenham uma carreira que se compactue digna dos mesmos, nem que exista o investimento necessário dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica no SNS.

Estamos a falar de profissionais de saúde licenciados e que estão na linha da frente na prestação de cuidados de saúde, constituindo uma referência nacional e internacional nas áreas que exercem.

Os TSDT tornaram-se indispensáveis à saúde da população portuguesa e é, por isso, um desafio fazer com que estes profissionais, dentro de cada uma das suas profissões, sejam respeitados de forma equitativa quer no SNS, quer no setor Social e em especial no setor Privado.

 

Por: Mário Machado - Técnico de Farmácia, HML,EPE

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